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Feliz 2025: Veja o que esperar da indústria de games nos próximos 5 anos


Apesar das novas gerações dos consoles da Sony e da Microsoft terem acabado de chegar às lojas, já há perguntas sobre o futuro. ‘O que acontecerá daqui para frente?’ ‘Como serão os videogames dos anos 2020?’. Muitas previsões ‘high-tech’ já apostam em dispositivos fantásticos de hologramas e de interações por realidade virtual realizadas com o auxílio de uma simples lente ocular. 

Porém, as conjecturas não tão ousadas – e mais realistas - apontam para algumas mudanças menos fantasiosas, especialmente em relação ao posicionamento de mercado adotado pelas principais empresas do setor. Realizando um exercício futurístico, separamos uma análise do que pode acontecer em um período curto: cinco anos.

Será que o 2025 dos games será como você imaginava?

Videogame e cinema; e vice-versa
 

Durante muito tempo, a ‘fábrica de sonhos’ da sociedade foi o cinema. As telonas ao redor do mundo apresentavam cenários impressionantes que tiravam as pessoas do real e as elevavam a um universo imaginário; tudo com o máximo da qualidade de imagem e, posteriormente, de som. 

Entretanto, nas últimas décadas, outra indústria se fortaleceu para assumir o papel de construtor ‘mágico’: a de games. O escalonamento das ferramentas de desenvolvimento vem permitindo a designers e programadores a produção de jogos ultrarrealistas. Com a chegada da Unreal Engine 5, por exemplo, a tendência é que as ‘imagens de cinema’ façam parte do visual comum aos principais títulos. 


Atualmente, a indústria de games já dá um ‘banho’ nas ‘concorrentes’ do setor de entretenimento. De acordo com o site de estatísticas Newzoo, a expectativa é que o mercado de jogos fature quase US$ 160 bilhões em 2020, mais que a música e o cinema somados.

Assim, uma tendência para os próximos anos é que a indústria de games se estabeleça como uma produtora de entretenimento para além da diversão da jogabilidade, mas também com o foco na criação de grandes narrativas. O lançamento de The Last of Us Part II, por exemplo, mostrou o nível aprofundado que os desenvolvedores já conseguem alcançar. 

Além do progresso na capacidade gráfica de suas produções, o mundo dos games prova que consegue criar relações entre fãs e obras artísticas tão profundas quanto o cinema fez, vide o nível de ‘devoção’ dos jogadores aos personagens da série Battlefield, por exemplo, que há quase 20 anos se mantém ganhando novos adeptos ao jogo. 


A identificação com os personagens também será fundamental para o crescimento dos games. Com a evolução dos softwares de criação, os jogos conseguem se aproximar das expressões humanas, deixando a imagem ainda mais próxima do real. Assim, poderemos programar jogos mais profundos e densos, focados nos sentimentos e nos conflitos internos das pessoas. 
A tecnologia ray tracing – técnica ‘importada’ justamente do cinema – permite a renderização de gráficos 3D pelos computadores. Com ela, é possível recriar os efeitos de iluminação do mundo real, tornando as cenas dos games muito mais realistas para os seres humanos. Veja uma demonstração: 


Tudo isso quer dizer que a indústria dos games substituirá o cinema? Não exatamente, já que elas podem se convergir. É possível pensar em histórias mais híbridas, que misturem a jogabilidade com uma profundidade narrativa, apresentando cenas contemplativas totalmente encaixadas à história. Além disso, os filmes tradicionais e as grandes franquias continuarão lotando as salas mundo afora. 

O VR pode se tornar viável (de VeRdade)

A tecnologia VR causa muito furor de tempos em tempos, quando alguma marca famosa realiza um novo lançamento. Entretanto, o problema do setor está em encontrar aplicações que realmente justifiquem os preços altos e a falta de equipamentos anatomicamente confortáveis. Nos últimos anos, parece que a indústria está achando novos caminhos, e um exemplo se encontra nos investimentos das grandes empresas de cassinos online para a criação de jogos de realidade virtual. 

Enquanto simplesmente inserir elementos gráficos para deixar a sala de casa mais divertida não motiva o uso de um óculos gigantesco como o Samsung VR, emular a sensação de estar um grande cassino e apostar nas melhores máquinas de Las Vegas pode de fato animar os jogadores e criar as reais aplicações que a a indústria do VR necessita.
 

A partir do momento em que o VR consolidar-se como uma tecnologia acessível, o ramo dos games tende a ganhar muito. A capacidade de criar cenários similares ao real somada à possibilidade de se colocar ‘dentro’ da cena resultam em um nível de entretenimento jamais visto na história. Imagina desfrutar de todo o Battlefield 6 com um bom óculos de realidade virtual?

Novos players no mercado

Durante os anos 2000, três empresas exerceram um ‘controle’ do mundo dos consoles: Microsofty, Sony e Nintendo. Cada uma conhecia exatamente a concorrente e sabia ‘atacar’ os pontos fracos alheios para conquistar espaço no mercado. Porém, nos próximos anos, a tríade deve enfrentar uma concorrência forte, sobretudo de duas gigantes da tecnologia: Google e Amazon. 

A Amazon já é dona da Twitch, plataforma para transmissões ao vivo, principalmente para gamers. Em setembro de 2020, a marca lançou a Luna, serviço de streaming de jogos compatível com a maior parte dos dispositivos. Além disso, em maio, a empresa apresentou o Crucible, game de ficção científica produzido por um de seus departamentos.


Com os lançamentos, a Amazon caminha para cumprir um objetivo já antigo da empresa: fincar os dois pés no mundo dos games. Um dos executivos responsáveis pela área de jogos da marca norte-americana, Mike Frazzini, já falou sobre o assunto.

“A ideia geral é tentar tirar o melhor da Amazon e trazê-lo para os games. Estamos trabalhando há um tempo, mas leva muito tempo para criar jogos, e estamos trazendo muitas práticas da Amazon para a criação de jogos”, citou Frazzini em entrevista. 

A Google, outra gigante do mundo de tecnologia, já conta com um serviço de streaming de games: o Stadia. Ainda sem disponibilidade no Brasil, o próprio site da marca dá uma ‘cutucada’ no mercado de consoles.
 

E a própria provocação do Google indica uma trend para o futuro próximo dos games: o enfraquecimento dos consoles. Pode ser complicado pensar em tal ideia logo após os lançamentos do PlayStation 5 e do Xbox Series, porém, eles não irão parar de existir. O que deve acontecer é uma ruptura ainda maior entre fãs de um tipo e aficionados por outro.

A questão será próxima do que acontece atualmente com os serviços de streaming de filmes, como Netflix, HBO Go e Prime Video. Para ‘ganhar’ os consumidores, cada um deles investe em produções próprias; e essa será a tônica dos consoles e das plataformas online da Google e da Amazon. O problema não será do usuário, que terá mais opções para escolher; mas sim das marcas, que terão mais concorrentes para vencer. 

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